Tratamento Clínico

Colírio para Glaucoma:
Como funciona a base do tratamento

A primeira linha de defesa contra o avanço do glaucoma. Entenda as classes de colírios, a importância da aderência rigorosa e as alternativas modernas para quem sofre com efeitos colaterais.

Tratamento Médico

Como os Colírios Controlam o Glaucoma?

O objetivo central do tratamento do glaucoma é diminuir a pressão intraocular (PIO) para preservar o nervo óptico. E é exatamente isso que os colírios hipotensores fazem. Eles atuam, de forma geral, através de dois mecanismos principais:

  • Diminuindo a produção de líquido: O olho produz constantemente o humor aquoso. Alguns colírios "desaceleram" essa produção, baixando a pressão interna.
  • Facilitando a drenagem: Outros colírios atuam na malha trabecular ou em vias alternativas, abrindo caminho para que o líquido acumulado escoe com mais facilidade para fora do olho.

Existem várias classes de medicamentos, como os Análogos de Prostaglandina, Betabloqueadores, Agonistas Alfa-adrenérgicos e Inibidores da Anidrase Carbônica. O médico oftalmologista seleciona o mais adequado (ou uma combinação deles) avaliando não só a pressão ocular, mas também o histórico sistêmico do paciente (como asma ou problemas cardíacos, que podem contraindicar certos colírios).

Os Efeitos Colaterais e a Baixa Aderência

Um dos maiores desafios no controle da doença não é a eficácia do remédio, mas sim a aderência do paciente. Como já sabemos ao ler sobre os sintomas de glaucoma, a doença é silenciosa no início. O paciente não sente dor ou piora visual e, por isso, muitas vezes se esquece ou desanima de usar a medicação crônica diariamente, o que gera flutuações perigosas na pressão.

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